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Urticária: bebês também podem sofrer da doença

Conheça os sinais, os tipos e os modos de tratar a lesão de pele

A urticária é uma doença relativamente comum em todas as idades. De 15 a 20% das pessoas são acometidas por ela em algum momento da vida - e isso, naturalmente, inclui os bebês. Embora seja mais associada a adolescentes e adultos, ela pode se manifestar nos pequenos que ainda não completaram dois anos de idade.

Fruto de reação alérgica, a enfermidade tem sintomas bem visíveis: vergões vermelhos, salientes e ovalados aparecem de uma hora para outra na pele do bebê e ele começa a se coçar. Dependendo do tempo até ser iniciado um tratamento medicamentoso, as marcas podem sumir e reaparecer em outra área do corpo.

Variadas causas
Não existe um fator único que leve à urticária. A doença pode ser desencadeada pelas mais variadas causas, sendo que as mais comuns são:

Infecções – por bactérias, vírus e parasitas;

Alimentos – como frutos do mar, peixes, oleaginosas (amendoim e nozes, por exemplo), ovos e leite;

Medicamentos – como a penicilina, o ácido acetilsalicílico e remédios para pressão;

Pólen de plantas;

Pelos de animais;

Picadas de insetos – como abelhas e borrachudos;

Fatores ambientais – como calor, frio, sol e água;

Estresse emocional;

Excesso de exercícios físicos;

Problemas médicos – como imunidade baixa, lúpus e outras doenças autoimunes, linfomas, distúrbios da tireoide, hepatite, mononucleose e HIV.

Entre as crianças, quase metade dos casos de urticária são de origem infecciosa. Os outros tipos mais comuns entre esse público são os causados por medicamentos e por alimentos.

Aguda ou crônica
Dependendo de suas características, a urticária é classificada como aguda ou crônica. Entre as crianças, é mais comum a ocorrência da urticária aguda.

A urticária aguda é aquela que tem duração de alguns dias até seis semanas. Seu diagnóstico é simples, baseado na análise física dos sintomas e em conversa com o paciente. Na maioria das vezes, não precisa de exames clínicos complementares para chegar a um veredito, mas quem deve fechar diagnóstico é sempre o médico.

Já a urticária crônica tem duração superior a seis semanas e nem sempre se consegue encontrar a razão dela. O diagnóstico é um pouco mais complicado e exige exames complementares, tais como hemograma, teste de função renal e hepática, exame de urina e exame de fezes. Apesar da investigação laboratorial, aproximadamente metade das urticárias crônicas é classificada como idiopática, ou seja, de causa desconhecida.

Tratamento
Indicado por pediatra, dermatologista, alergologista ou clínico geral, o tratamento contra a urticária normalmente envolve anti-histamínicos e corticosteroides. Em casos mais graves, o médico pode lançar mão de uma injeção de emergência de epinefrina (adrenalina).

O medicamento específico para cada caso, sua dosagem e a duração do tratamento só podem ser indicados pelo médico consultado.

Para desinchar os vergões, o mais indicado é fazer compressas com água fria. Um banho morno ou frio alivia as coceiras.

Como evitar
É possível evitar o surgimento da urticária, especialmente depois de uma primeira crise da doença. O recomendado é evitar que o bebê entre em contato novamente com o elemento que provocou a reação inicialmente. Assim, se foi o ovo que a desencadeou, por exemplo, o alimento deve ser retirado da alimentação do bebê. O mais prudente é sempre pedir orientações sobre situações como essa para o médico.

De toda forma, não há nenhum motivo para pânico. A urticária é desconfortável, mas em geral é inofensiva e desaparece sozinha. Além disso, o tratamento, quando necessário, se mostra bastante eficiente. 

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